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Sílvio Meira ministra palestra sobre inovação e criatividade

No encontro, a evolução da criatividade e inovação foram apresentados através de exemplos que mostram como pensar "fora da caixa" pode revolucionar eras

às 14h31
Mas afinal, o que são criatividade e inovação? E como elas podem ser aplicadas no dia a dia no ambiente de trabalho e até mesmo dentro de casa?
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A criatividade e a inovação sempre foram temas de importante abordagem no mundo corporativo. Novas tecnologias e meios de comunicação são cada vez mais transformadores, a fim de diferenciar produtos e serviços em um mercado altamente competitivo e consolidar relacionamentos com clientes.

Empresas visionárias implantam metodologias de criatividade e inovação em seus sistemas de trabalho para posicionar-se no mercado com diferenciais, tornando-se marcas atraentes para o público.

Mas afinal, o que são criatividade e inovação? E como elas podem ser aplicadas no dia a dia no ambiente de trabalho e até mesmo dentro de casa?

Quem respondeu a estas perguntas foi o especialista em tecnologia da informação, Sílvio Meira, que ministrou palestra gratuita na noite desta segunda (18), no auditório da Unidade Sede, na Madalena.

No encontro aberto pelo diretor-acadêmico, da Facipe, professor Evandro Duarte de Sá, o conferencista abordou a evolução do pensamento criativo através de exemplos de inovação, como o que ocorre no pequeno bairro de Dafen, localizado na cidade chinesa de Shenzhen.

Na localidade, trabalham mais de 10 mil pintores que se dedicam a realizar cópias de quadros para todo o mundo.  Ali, artistas escolhidos entre os melhores estudantes das Escolas de Belas Artes da China, produzem em torno de 5 milhões de telas ao ano, cerca de 70% de tudo que é vendido no planeta.

Cinco quilômetros quadrados de painéis rodeiam meia dúzia de ruas calçadas com pedras, com 800 galerias de arte falsa e glamorosas cafeterias. Uma fabrica com milhares de oficinas onde é possível comprar obras de Picasso, Leonardo, Rafael, Van Gogh, Renoir ou qualquer outro artista conhecido por 35 dólares.

Outro caso de pensamento “fora da caixa” citado por Sílvio Meira foi o primeiro walkman, fabricado pela empresa japonesa Sony, que virou febre no mundo todo, por permitir que o dono levasse suas músicas preferidas para qualquer lugar.

O modelo serviu de inspiração para os modernos I-pods, da Apple, tocadores de arquivos mp3, que no início da década, foram objeto de desejo ao serem lançados por popularizarem o consumo de música digital, comum nos dias de hoje.

Perguntado como o momento atual do Brasil, com sérios problemas econômicos, pode permitir que a inovação e criatividade sejam colocados em prática, Sílvio afirmou “não acho que a crise tenha relação direta, por conta do próprio processo evolutivo a qual todos passamos. Do ponto de vista de conhecimento você está sempre aprendendo e crescendo. A crise econômica torna o emprego mais escasso, mas o mercado procura quem dá mais resultado com menos investimentos”.

Ainda segundo Meira, tanto o profissional, quanto o estudante, devem aproveitar toda e qualquer oportunidade para se dedicar com afinco e demonstrar que gosta daquilo que faz. “O dinheiro é legal como efeito colateral daquilo que a gente faz porque gosta. Precisamos procurar alguma coisa que a gente vai fazer e nos instiga a acordar mais cedo, dormir mais tarde e ainda continuar fazendo aquilo no fim de semana. Isso é muito mais relevante, mais importante, interessante e animado do que dinheiro”, finaliza.

A iniciativa faz parte do ciclo de palestras promovidas pela pós-graduação Facipe, cujo objetivo é proporcionar a troca de experiências entre estudantes e personalidades referência em sua áreas.

Segundo a coordenadora de pós-graduações, professora Mônica Arruda, “o encontro oportunizou a reflexão dos nossos alunos e futuros a respeito da carreira e mercado, lembrando que o desenvolvimento acadêmico através dos cursos de especialização configuram como excelentes alternativas de investimento para driblar a crise através da construção de novos conhecimentos e networking”.

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